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Programa oferece passeios turísticos e culturais para a terceira idade

Entre os turistas que visitam atrações de Belo Horizonte e região metropolitana estão os usuários do Vida Ativa, programa desenvolvido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, com oferta de atividades físicas e recreativas para as pessoas acima de 50 anos. Intitulada Alegria de Viver, a ação consiste em passeios culturais e turísticos para os usuários que frequentam os 45 núcleos do Vida Ativa em Belo Horizonte. Também participam das excursões idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

O projeto Alegria de Viver tem a proposta de promover a socialização e maior conhecimento sobre a agenda cultural e patrimônio histórico da cidade e região. Desde abril deste ano, cerca de 400 idosos visitaram destinos como o Instituto Inhotim, em Brumadinho; Santuário Basílica da Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade, em Caeté; Convento de Macaúbas, em Santa Luzia; e Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte.

No total, até o fim do ano, serão 40 passeios com a presença de mais de mil usuários dos núcleos do Vida Ativa e residentes nas ILPIs.

Na delegação de visita ao Instituto Inhotim, no dia 31 de julho passado, estavam os idosos dos núcleos do Vida Ativa do Centro de Apoio Comunitário (CAC) Barreiro e Igreja Santa Luzia. Eles tiveram oportunidade de conhecer as galerias de artes e jardins daquele que é considerado o maior museu a céu aberto do mundo.

Uma das participantes foi Marilene Lima Teixeira, de 76 anos, três filhos, moradora do bairro Teixeira Dias, na região do Barreiro: “Não podia perder essa oportunidade de conhecer o Inhotim e usufruir da companhia das minhas amigas da Vida Ativa”, disse. Nos dias 14, 21 e 29 de agosto, cerca de 400 idosos vão conhecer o Instituto Inhotim e o Convento de Macaúbas. Eles embarcam às 8h nos núcleos do Vida Ativa e retornam às 13h.

Vida Ativa 

O Vida Ativa é um programa da Prefeitura de Belo Horizonte oferecido a adultos com idade superior a 50 anos. Com mais de três mil usuários por mês, o programa está presente em 45 núcleos regionalizados de Belo Horizonte, com atividades planejadas e orientadas por profissionais de educação física. O objetivo é promover a saúde, a autonomia e a integração social dos participantes, com aulas coletivas de ginásticas, jogos, brincadeiras, danças e outras atividades.

O programa também presta atendimento em Instituições de Longa Permanência para Idosos, com a realização semanal de atividades físicas e recreativas adaptadas, além de passeios externos com programação em cinemas, teatros e shows. Inscrições para todas as atividades dos núcleos do programa podem ser feitas presencialmente no local de realização das aulas ou pelo e-mail vidaativa@pbh.gov.br. Os interessados podem acessar os endereços dos núcleos e horários de funcionamento neste link.

Casa do Baile promove caminhadas culturais pela Pampulha

A Casa do Baile, idealizada por Juscelino Kubitschek e projetada por Oscar Niemeyer na década de 1940, integra o Conjunto Moderno da Pampulha e, desde 2002, funciona como Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design, mantido pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Fundação Municipal de Cultura. Como tal, a Casa produz e abriga exposições, publicações, mostras, seminários, encontros e ações educativas, sendo uma dessas ações o projeto “Caminhos Arquitetônicos”, que promove caminhadas culturais pela Pampulha.

“Caminhos Arquitetônicos” surgiu em 2013 e foi criado pelo setor educativo da Casa do Baile com a ideia de realizar uma mediação capaz de proporcionar ao visitante aproveitamento ampliado do espaço, relacionando a Casa a seu entorno, outros museus e à paisagem da Pampulha. A partir disso, a proposta tomou forma e foi desenvolvida como caminhadas guiadas nos quais as pessoas podem conhecer e reconhecer a Pampulha em múltiplos aspectos, exercitando seus olhares.

O coordenador da Casa do Baile, Cássio Campos, ressalta que o projeto nasceu da necessidade de mediar a instituição para além de si mesma. “É uma ação extramuros, extra-museal, em que o museu é colocado numa outra perspectiva, sendo o ato de caminhar entendido como uma prática estética, uma outra forma de arte”, explica. Cássio também chama a atenção para a importância da atividade como compreensão de patrimônio. “No contexto da declaração da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, acho de suma importância a existência de práticas educativas que conectem as pessoas a essa paisagem de formas mais imersivas e significativas”, completa.

Nesse sentido, os objetivos da atividade incluem a realização de experiências reflexivas e sensíveis relacionadas ao Conjunto Moderno da Pampulha; valorizar e ampliar a visibilidade da arquitetura, do paisagismo e das artes integradas no Conjunto; e contribuir para o conhecimento e reconhecimento da declaração do Conjunto Moderno da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Segundo a Diretora de Museus, Letícia Dias, o projeto é uma iniciativa que reforça a vocação museal da Casa do Baile como centro de referência em arquitetura, urbanismo e design, possibilitando experiências culturalmente enriquecedoras. “As caminhadas conectam os museus municipais da Pampulha a outros atrativos da Lagoa, bem como à paisagem natural, fazendo com que o visitante se envolva com essa paisagem e usufrua melhor de tudo que a compõe. Desse modo, o visitante identifica os elementos paisagísticos, como se relacionam entre si e como se transformam e são transformados pelas ações na cidade, sobretudo as ações humanas”, afirma.

As caminhadas são realizadas em temporadas anuais e fazem a ligação entre pontos de interesses de visitação na Pampulha, em trajetos específicos, com paradas previamente selecionadas. Nelas, são mostradas fotografias antigas, que instigam o exercício de compreensão sobre quais modificações aconteceram na paisagem. A atividade é aberta ao público em geral, sem restrições de idade. As pessoas podem se inscrever previamente, por e-mail, em vagas que são limitadas. Cada grupo conta com, em média, 15 participantes, acompanhados por um mediador, profissional da instituição.

Desde sua criação, o projeto “Caminhos Arquitetônicos” já realizou 12 caminhadas. Neste segundo semestre de 2019, estão programadas três edições, sempre das 14 às 17 horas: no dia 25 de julho, o trajeto será da Casa do Baile até o Museu de Arte da Pampulha (MAP); no dia 29 de agosto sairá da Casa do Baile em direção à Igreja de São Francisco de Assis; e dia 19 de setembro, o trajeto começa no Museu Casa Kubitschek e vai até a Igreja de São Francisco de Assis.

Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design

Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, São Luís – Pampulha

CEP 31.365-450 / Belo Horizonte / MG

Funcionamento: De terça-feira à domingo, das 9h às 18h

Ônibus 5401

Telefone: (31) 3277-7443/ E-mail: cb.fmc@pbh.gov.br

OAP manda carta a deputados contra medidas prejudiciais da Reforma da Previdência

Carta enviada aos deputados federais, em Brasília, para evitar que eles votem mudanças na Reforma da Previdência que prejudiquem aposentados e pensionistas.

“Senhor deputado,

As entidades signatárias desta carta, representando servidores federais docentes e técnico-administrativos em educação, aposentados e pensionistas vinculados à UFMG, dirigem-se respeitosamente a Vossa Excelência para solicitar-lhe o indispensável apoio à preservação dos seus direitos previdenciários.

Como já é de conhecimento de Vossa Excelência, as pessoas já aposentadas, bem como as que estão prestes a se aposentar, acham-se em idade que já não lhes permite acumular poupança capaz de recuperar as perdas que ocorrerão se o projeto de Reforma da Previdenciária em curso no Congresso Nacional for aprovado como está; bem ao contrário, o momento de suas vidas lhes impõe aumento de despesas com a saúde, e em alguns casos, com cuidados mais intensivos.

A prevista diminuição da renda de idosos aposentados e ou pensionistas piorará não só suas condições de vida como a de suas famílias, pois, com frequência, são responsáveis pela manutenção e sustento de filhos, netos e bisnetos. Pesquisas indicam que nove em cada dez idosos contribuem para o orçamento doméstico e desses, quatro são os principais responsáveis pela renda familiar.

Esse percentual tende a crescer em razão do desemprego e da precarização do trabalho decorrentes das recentes reformas trabalhistas. Este fato impulsiona o retorno dos idosos ao mercado de trabalho, tanto formal quanto informal, levando-os a concorrerem com jovens em situação de vulnerabilidade mantendo desta forma o alto índice de desemprego no país. Estudos também apontam que um em cada três idosos no Estado de Minas Gerais tomaram empréstimos consignados alcançando o impressionante montante de 74 bilhões de reais. No Estado de Minas Gerais existem 17 instituições federais de ensino situadas em campi de 105 municípios, representando um significativo contingente de servidores públicos federais aposentados e pensionistas. A redução dos benefícios previdenciários impactará, portanto, de modo significativo na economia dos municípios mineiros.

É de se salientar não só o papel econômico, mas, sobretudo, o sentido social dos benefícios previdenciários atribuídos a aposentados e pensionistas como mecanismo de solidariedade intergeracional (que neste caso dá-se de forma reversa) e de consequência inibitória do aumento da desigualdade social.

Ressalta-se também que a alteração do cálculo de pensão por morte resultará em severas perdas materiais para os beneficiários, dos quais mais de 80% são mulheres. Assim sendo, apelamos à sua sensibilidade humana e responsabilidade pública para que não se consume profunda injustiça, respeitando, inclusive, a memória dos que faleceram acreditando que suas viúvas ou viúvos e dependentes teriam o devido amparo previdenciário para o qual contribuíram ao longo da vida.

Apelamos à Vossa Excelência no sentido da preservação do sistema de seguridade social solidário, mecanismo fundamental de proteção da Família nos termos previstos na Constituição Cidadã de 1988. Seu voto não será esquecido pela comunidade da UFMG. Renovando nosso respeito e confiança no seu espírito público e democrático, despedimo-nos cordialmente.”

Atenciosamente,

APUBH, ASSUFEMG, OAP/UFMG e SINDIFES

Sexta-feira tem Sarau para os Pais

Prefeitura abre espaço para criação de grupos de economia popular solidária

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, incentiva a economia popular solidária na cidade com a criação de novos grupos. Atualmente, mais de 260 grupos estão cadastrados na Prefeitura de Belo Horizonte, beneficiando em torno de 780 famílias.

Os grupos já cadastrados reúnem empreendedores de produtos de confecção, artesanato e alimentação, como roupas, bolsas, almofadas, bordados, tapetes e artigos de cama, mesa e banho; bijuterias e acessórios; peças de decoração, cosméticos – sabonetes de argila e óleos essenciais – e produtos de alimentação, bolos, pães, geleias, compotas, bombons e trufas.

A produção é vendida em mostras, feiras e eventos promovidos pela Prefeitura ou em parceria com outras instituições, como o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Na próxima semana, nos dias 8 e 9, acontecerá a Mostra de Economia Popular Solidária na avenida Augusto de Lima, 30, 1º andar. Nesse endereço funcionam várias secretarias municipais. A iniciativa vai reunir 20 grupos.

De acordo com dados do Centro Público de Economia Solidária (Cepes) da Prefeitura, na capital mineira as mulheres são a grande maioria entre os integrantes dos empreendimentos econômicos solidários.

A economia solidária atrai muitos empreendedores e abarca uma variedade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Para participar dos grupos da Prefeitura os interessados devem se cadastrar no Centro Público de Economia Solidária da Subsecretaria de Trabalho e Emprego. Cada grupo é formado por, no mínimo três pessoas.

Além de formar um grupo, o interessado vai passar por uma qualificação em economia solidária oferecida pelo Cepes. Para saber como integrar o Programa de Economia Solidária da Prefeitura de Belo Horizonte, o interessado pode ligar nos telefones 3277-9830/3246-0379 ou ir pessoalmente à avenida dos Andradas, 367, 2º andar.

Clube de Viagem prepara excursões

Faça Meditação na OAP

Nova diretoria toma posse

Tomou posse, no último dia 26, a nova diretoria que vai comandar a OAP nos próximos dois anos. O novo presidente é o professor Tomaz Aroldo da Mota Santos (foto), farmacêutico, que foi reitor da UFMG no período de 1994 a 1998 e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (2015-2016), e diretor do Instituto de Ciências Biológicas por dois mandatos. Ao lado dele na diretoria estão Magda Velloso Fernandes de Toletino, aposentada da Faculdade de Letras, que será a vice-presidente; Elisabeth Spangler Andrade Moreira, aposentada do ICB, 1ª secretária; Lízia Maria Porto Ramos, aposentada do Centro Pedagógico, 2ª secretária; Antônio Maria Claret Torres, que foi pró-reitor da Administração, aposentado da Veterinária, 1º tesoureiro; e Flávio Ernandes Ribeiro da Cruz, aposentado da Veterinária, 2º tesoureiro. Veja o discurso do presidente, na posse:

Senhoras e Senhores,

Começo agradecendo aos diretores, diretoras,  conselheiros  e conselheiras  que hoje completam  seus mandatos, nas pessoas do Presidente José Amâncio Carvalho,  Vice-Presidente Heloisa Mamede e os Tesoureiros Rosaura e  Sebastião Lira, pela  cuidadosa condução da OAP nesses dois últimos  anos. Agradeço também às associadas e aos associados da OAP/UFMG  pela votação atribuída a nossas candidaturas como expressão de confiança.

Esperamos corresponder a essa confiança especialmente pela observância  das finalidades da OAP  estabelecidas em  seu  Estatuto: defesa dos interesses de seus filiados, coordenação de suas ações,  oferecimento de informações sistemáticas,  realização de atividades de lazer e programas socioculturais,   promoção do relacionamento com a Universidade,  defesa da universidade pública e gratuita.

Nesta oportunidade, reiteramos os compromissos apresentados na carta de intenções com a qual apresentamos nossas candidaturas. Centradas na ideia de participação, queremos concretizá-las incentivando a presença dos associados e associadas nas atividades tradicionalmente organizadas por nossa entidade bem como nos seus  processos  de decisão.  Isso significa, entre outros aspectos,  valorização do Conselho  Deliberativo,  do Conselho Fiscal,  dos Grupos de Trabalho que integram a Diretoria e de outros  grupos e comissões cuja criação se mostre  necessária ou  conveniente.

No campo político, queremos estreitar relações cooperativas com as entidades que representam os diversos segmentos da comunidade universitária, bem como buscar o aprofundamento das relações institucionais da OAP com os órgãos diretivos da Universidade. Nesta oportunidade, muito agradecemos as presenças honrosas  de suas respectivas lideranças. No âmbito dessas relações cooperativas e institucionais, é desejo da nossa  diretoria estudar a realidade social e cultural  dos nossos associados para  identificar e propor ações que atendam  a demandas por  qualidade de vida e  orientem  nossas  atitudes concretas de apoio, quando necessárias. Do mesmo modo, queremos identificar potenciais de contribuição acadêmica e cultural dos nossos filiados para  atividades na Universidade  assim como para ações culturais de aposentados e pensionistas para aposentados e pensionistas como também para a comunidade externa.

As intenções a que nos referimos neste discurso  partem das diretrizes estatutárias, da história da nossa entidade, de sugestões recebidas e da  reflexão que fizemos durante o período de estruturação de nossas candidaturas.  O que digo a seguir, em parte como perguntas, tem a ver com essas reflexões e sugestões.

Com certa frequência,  dizemos uns aos outros que “ saímos da UFMG mas a UFMG não saiu de nós” como expressão do sentimento de  pertencimento à comunidade da UFMG. Afinal, nossa vida profissional se passou nesta Universidade.

Sendo assim, é bom conhecermos os  elos que nos  vinculam à comunidade e a instituição UFMG. São eles ecos do passado? Mas que passado nos é comum? Ou será o futuro? Mas qual futuro? Essas e outras indagações podem ser estímulos para reflexões que apontem caminhos para uma pertença proativa à UFMG e certamente para redefinição de ações coletivas  da nossa Organização.

Esse aspecto traz-me à  lembrança um ditado que aprendi  em  minhas aulas ginasiais de latim cuja tradução é  mais ou menos  a seguinte : “hoje a mim, amanhã a ti”. É claro que o dito, antigo, não se referia a aposentadoria mas a outros  inexoráveis caminhos da vida. No entanto, com certa liberdade,  podemos pensar que ele vale também para aposentados e futuros aposentados;  sugere haver um campo comum   de  reciprocidade ou complementaridade  de ações. Com efeito, o que construirmos hoje como aposentados servirá depois para os que vierem para nossa condição atual; nesse sentido, além das contribuições para a seguridade social, os colegas em atualmente atividade  laboral poderão desenvolver condutas que terão repercussão para nosso  futuro comum. Que condutas são essas é pergunta  que só terá resposta se pensarmos em conjunto sobre ela.

Nós, aposentados e aposentados, já somos quase-velhos; por isso,  não podemos fazer planos de prazo muito longo, mas, claro, podemos fazer planos;  enquanto os as mais  jovens podem fazer planos de longo prazo.  No entanto, será que podemos fazer planos que a todos nós  incluam? Para saber isso, há que se   estreitarem os laços de convivência de jovens e quase-velhos e velhos, provavelmente pela mediação do conjunto de nossas entidades representativas.

Sobre isto vale pensar: a UFMG como instituição tem obrigações morais com os seus aposentados? Quando dizemos: “… a UFMG não sai de nós”… na recíproca,  nós saímos da UFMG? saímos do seu horizonte?  Penso que não temos ainda   respostas para essas perguntas, sobre as quais eu mesmo jamais tinha pensado até encontrar-me aposentado. Portanto, as indagações que proponho devem  ser compreendidas como um convite à  reflexão de  uma comunidade que se pretende  como uma comunidade de vida não apenas uma comunidade do trabalho.

Há uma dimensão  nessas indagações que é a da memória. Nós lembramos da UFMG;  e a UFMG, comunidade e instituição, lembram de nós? E os que hoje estão no dia a dia da Universidade, quando aposentados, serão lembrados?

Tenho a consciência   de que a Universidade é obra de muitas gerações: a nossa, a atual, todas as outras que nos precederam e as que virão.  Por esse motivo, parece-nos que seria interessante se criássemos mecanismos que nos  tornassem permanentes na  memória da comunidade. Esperamos contribuições, propostas  que nos permitam realizar mecanismo desse tipo; algumas ideias já foram imaginadas com denominações variáveis  como  “museu da palavra-imagem”, ou “museu da memória” , ou “banco de memória/palavra”; enfim qualquer processo  que  possa deixar um registro, simples que seja  mas dizendo: eu passei por aqui e deixei algo que ajudou a universidade a ser o que ela é…  Talvez esse seja um jeito de continuarmos   existindo, pelo menos na memória.

Nas nossas intenções, falamos de moradia coletiva para aposentados. Isso é factível? Em que medida? Se pensarmos só nas dificuldades dessa ideia, que não há como realizá-la, nada acontecerá; mas também sem estudar positivamente  as possibilidades de concretizá-la não teremos sequer como decidir. Construção? Aluguel? Compartilhamento? Quem se habilita a uma experiência desse tipo? Seria isso um plano de longo prazo? Que tipo de problema essa ideia quer resolver? É o de lidar com a possibilidade de uma vida em comum na maturidade,  de pessoas que querem envelhecer juntas e para isso desejam companhia de iguais, de professores, pensionistas, técnicos. O que cabe à OAP é organizar-se para alcançar respostas a essas perguntas e depois, se for o caso, planejar e executar.

Ao apresentar esse conjunto de questões, o que queremos é dizer que a OAP  tem sentido como entidade que  pensa ou propõe pensar sobre o futuro de seus filiados e de futuros filiados levando em conta que somos muitos,  provavelmente ainda dispersos,  para o exercício de seus potenciais sociais e  culturais.

No entanto, há atividades que podem ser planejadas para um prazo mais curto. Essas estão mais próximas daquelas que a OAP já realiza. Exemplos: atividades culturais, sociais, socioculturais, de lazer, etc. Nós queremos preservá-las e, no que couber e  pudermos,  aperfeiçoá-las.

Há vários campos abertos para ação dos nossos filiados. Cito como exemplo  os cursos livres que podemos dar e receber. Eles podem ser organizados pela OAP para ser ministrados por filiados para filiados ou para pessoas da comunidade em geral. Será necessário identificar, no caso, quais os interesses (acadêmicos) de possíveis cursistas e docentes; envolve identificação de espaços necessários, espaços disponíveis, custos,  financiamento (autofinanciamento?) etc.  Dá-me a impressão que podem ser de interesse  cursos livres  rápidos (provavelmente não profissionalizantes ) voltados para melhorar ou atualizar a formação geral, para ampliação do horizonte  cultural das pessoas. Igualmente, podemos pensar em cursos livres  para a comunidade externa à OAP como ação de solidariedade social.

Há outras possibilidades na área do lazer e atividades socioculturais como viagens, eventos sociais, etc. que a OAP já realiza e que podem ser aperfeiçoados.

Um tema é indispensável para nossas atividades: o da defesa da previdência. É nosso entendimento que a OAP deve estar junta a outras entidades que vem discutido esse tão importante  problema em nosso País. Penso que não seria sensato considerarmos que estando  usufruindo dos benefícios que a legislação atual nos garante, não tenhamos de nos preocupar com iniciativas governamentais e legislativas que possam alterá-la não em benefício dos trabalhadores e servidores, mas do grande capital.

Esse elenco de ideias, de propostas, só poderá evoluir se fizerem  sentido para os filiados  e se houver a necessária  participação da comunidade universitária como um conjunto, nós incluídos. E é isso que será o norte das nossas ações.

Muito obrigado.