Idosos também podem ter uma vida sexual ativa

Envelhecer não significa perder a sexualidade ou deixar de praticar sexo.

Envelhecer não significa perder a sexualidade ou deixar de praticar sexo. A sexualidade na velhice vai além das questões biológicas e inclui fatores psicológicos e sociais, pois mesmo com as alterações do corpo, a mulher mantém sua capacidade de sonhar e de desejar outra pessoa. Por isso, a sexualidade na terceira idade deve ser tratada de forma natural e descomplicada para ajudar as mulheres a manter o cuidado com o próprio corpo. E isso que explica a coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann.

“Quando a gente fala de sexualidade não necessariamente se limita só ao ato sexual. Então a sexualidade pode estar representada de outras diferentes formas, seja em um afeto, em um carinho, em um afago, no namoro e, também, no ato sexual. Então é uma questão importante porque a mulher precisa também ter os cuidados com a sua saúde sexual indo frequentemente ao ginecologista, procurando serviço de saúde quando tiver alguma dúvida, buscando com isso também se cuidar né!? O autocuidado é extremamente importante”.

Como o cuidado sexual em mulheres na terceira idade é um assunto, por vezes, permeado por muitos preconceitos, é preciso que mesmo os profissionais de saúde fiquem mais atentos às possíveis dúvidas e anseios das mulheres, como explica a coordenadora de Saúde do Idoso, Cristina Hoffmann.

“Um profissional que, quando não pergunta sobre como está a ‘sua vida sexual’ a uma mulher, porque ele pode partir do pressuposto de que a mulher, por ser uma mulher idosa não tem uma vida sexual ativa, ele vai deixar de orienta-la, de esclarecer dúvidas que ela pode estar tendo ou de resolver problemas que ela pode estar vivendo e, que por não ter as abertura, não vai se falar sobre o assunto”.

A prática sexual na velhice, muitas vezes, é ignorada pelas próprias pessoas idosas, o que dificulta a prevenção e o tratamento de problemas como disfunção erétil, vaginismo, Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, é preciso tomar um cuidado extra, pois na última década, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) têm afetado a saúde dos idosos, principalmente pela ausência do uso de preservativo.

Conferência Municipal discute políticas públicas e direitos da pessoa idosa

Com o tema “Os desafios de envelhecer no século XXI e o papel das políticas públicas”, a Prefeitura de Belo Horizonte realiza a V Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, nos dias 19 e 20 de julho. A atividade é organizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, por meio da Diretoria de Políticas para a Pessoa Idosa, e pelo Conselho Municipal do Idoso e será realizada no Centro de Atividades Didáticas I da Universidade Federal de Minas Gerais (Avenida Antônio Carlos, 6627 – Pampulha). A previsão é que 350 pessoas participem dos dois dias de atividades.

Os objetivos da Conferência diante dos desafios do crescente envelhecimento da população brasileira neste Século XXI são discutir e avaliar a efetividade das ações em execução, além de propor medidas que garantam os direitos fundamentais dos idosos por diversas frentes como saúde, assistência social, previdência, moradia, transporte, educação, cultura, esporte e lazer. Serão discutidas, ainda, políticas públicas promovidas pelas entidades dos executivos Federal, Estadual e Municipal, que buscam garantir um envelhecimento digno, sem qualquer forma de discriminação, de violência e de violação dos direitos da pessoa idosa.

Em Belo Horizonte, a população idosa já ultrapassa 370 mil pessoas. As demandas desse público no município são acompanhadas e direcionadas por meio da participação da sociedade civil nas diversas esferas da administração pública, tanto no que tange os direitos básicos quanto de inclusão e promoção da qualidade de vida para as pessoas idosas. O Centro de Referência da Pessoa Idosa, equipamento público inaugurado em 2009, por exemplo, ampliou em 200% sua capacidade de atendimento nos últimos dois anos, além da implantação da oferta de atendimento psicossocial e com atendimento de 43 mil pessoas.

A diretora de políticas para a Pessoa Idosa, Renata Costa, explica a importância das Conferências para a construção das políticas públicas para essa população. “As conferências são os instrumentos da democracia contemporânea que conjugam a participação de representantes do governo e da sociedade civil nas discussões e deliberações sobre temas importantes para a agenda política do país. Mas, para a construção efetiva da participação e do controle social por parte da população, faz-se necessário um trabalho conjunto, publicizando informações e ações e criando condições de maior participação nas discussões e decisões acerca da política de envelhecimento”, esclarece.

Confira a programação no portal da Prefeitura.

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Amizade e alegria em favor da longevidade

Viver mais é o desejo de muita gente. E há quem acredite que o mais importante é viver melhor. Para ultrapassar a barreira dos 70, 80 anos e ainda manter o bom humor, é preciso antes de tudo buscar qualidade de vida. E isso dona Maria Geralda, de 73 anos, encontra em um grupo que tem no nome o objetivo: Alegria.

O Grupo Alegria, coordenado por um médico do Centro de Saúde Pompeia (rua Leopoldo Gomes, 440), região Leste de Belo Horizonte caiu no gosto dos usuários. Religiosamente, todas as terças-feiras, a partir das 8h da manhã, os encontros são realizados em um salão do centro de saúde. O ponto de partida é uma oração, quando de mãos dadas, eles agradecem e se enchem de muita disposição. O corpo não para durante as duas horas de atividade. Alongamentos, yoga, dança, música, meditação e muita conversa para espantar a tristeza ou qualquer problema que esteja afligindo o coração.

A professora de yoga, Célia Diniz, hoje é uma das coordenadoras do grupo. Há 15 anos, ela participa dos encontros. Sua história com o Centro de Saúde Pompeia começou bem antes. As visitas à unidade eram motivadas pelas crises hipertensivas do marido. Com o tempo, a curiosidade da Célia em conhecer as reuniões foi aumentando e ela decidiu unir o útil ao muito agradável. “Comecei como participante, mas queria ajudar a fortalecer o grupo. Fiz cursos de massoterapia, yoga para idosos. Hoje sei que recebo muito mais do que doo. Somos uma grande família”, contou. 

Dos 35 participantes, que têm de 50 a 90 anos, apenas 2 são homens e estão acompanhados pelas esposas. É o caso de seu José Barbosa, de 88 anos, e dona Orlinda, de 86. Perto de completar 60 anos de casamento, eles fazem os exercícios juntinhos e não poupam elogios um ao outro. Para eles, a sensação após as aulas é de leveza. “A gente sai daqui pronto para enfrentar qualquer problema. A alegria é um santo remédio”, contou aos risos seu José Barbosa.

Os consultórios do Centro de Saúde Pompeia são a prova da eficácia dessa injeção de ânimo. As reuniões semanais podem contar com a participação de convidados como fisioterapeuta, enfermeiro ou nutricionista da unidade. Mas, o que os idosos gostam mesmo é da liberdade para propor os exercícios e das rodas de conversa. Segundo a gerente da unidade, Solange Azevedo, raramente os integrantes do Grupo Alegria se queixam de dores ou marcam consultas. “Estão sempre bem-humorados, dispostos e cheio de ‘causos’ para contar. E o mais importante: são mobilizadores e incentivadores da comunidade. Toda ação nossa tem o apoio deles. É uma alegria só”, contou Solange.

Dona Isabel Inácio, de 89 anos, sente os benefícios dessa dose extra de saúde. Desde que começou a frequentar o grupo conseguiu controlar a pressão alta. “Quando a gente fica dentro de casa, só pensa em problema, em desgosto. Aqui, é um momento para a gente recarregar as baterias e enfrentar a vida”, revelou.

Durante o encontro do Grupo Alegria, muitos tiram fotos das aulas, fazem selfies com os companheiros e postam tudo nas redes sociais. “A minha semana perde até o sentido quando eu não posso vir”, contou a participante mais antiga do grupo, Maria Geralda da Cruz.

Prefeitura oferece Programa de Controle do Tabagismo

Para promover a conscientização sobre os malefícios do cigarro e incentivar fumantes a tratarem a dependência, os Centros de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte realizam ações em prol da redução da doença e prevenção da iniciação do tabagismo. As ações integram o Programa Municipal de Controle do Tabagismo.

Em Belo Horizonte, as abordagens são realizadas por profissionais dos Centros de Saúde, Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Academias da Cidade. Na regional Noroeste, o Centro de Saúde Dom Cabral (Praça da Comunidade, 40) disponibiliza tratamento por meio do grupo antitabagismo, com encontros realizados todas as quintas-feiras. 

De acordo com Fabíola Fraga, fonoaudióloga do Centro de Saúde Dom Cabral, a primeira abordagem do projeto é a Palestra Motivacional com usuários encaminhados pelas equipes de saúde da família. A palestra aborda questões relacionadas aos malefícios em relação à saúde, dependências relativas à nicotina, estratégias para cessar o hábito e organização dos encontros.

“Reforçamos no grupo o conceito de que o medicamento não é totalmente responsável pelo resultado. É preciso vontade do usuário de querer parar de fumar além do apoio de toda equipe multiprofissional que auxilia na cessação de tabagismo. Desenvolvo o grupo há 7 anos, é relevante perceber que os encontros têm gerado efeito pelo número de pessoas que deixam de lado o tabaco. Isso é bastante significativo”, afirmou.

A abordagem Intensiva na capital é realizada preferencialmente na modalidade coletiva, podendo em casos específicos serem realizadas individualmente. É preconizado grupo entre 10 a 15 participantes, coordenados por 1 a 2 profissionais de saúde de nível superior, com 4 sessões semanais durante o primeiro mês, seguidas de 2 sessões quinzenais, e uma reunião mensal do terceiro ao sexto mês, totalizando 10 sessões.

No serviço são efetuadas pelo menos duas avaliações médicas e, em caso de necessidade, são realizadas outras avaliações subsequentes. Essas avaliações podem indicar o uso da farmacoterapia. Durante os encontros, são oferecidas as cartilhas de apoio do Instituto Nacional de Câncer para reforçar o processo de cessação do uso do tabaco. 

Segundo Valdir Pinto, 65 anos, taxista, a iniciativa de procurar o grupo partiu da indicação de uma amiga que trabalha na Prefeitura.  “Ela me indicou o centro de saúde e falou da metodologia utilizada nas reuniões. Eu gostei muito do grupo, tanto que vou continuar a participar e até incentivar outras pessoas”, afirmou Valdir.

Para quem deseja parar de fumar, é necessário procurar o Centro de Saúde da área de abrangência, manifestar o interesse aos profissionais e aguardar a divulgação do início da Abordagem Intensiva pelo serviço de saúde. 

Inscrições para o Festival de Verão da UFMG

Faça meditação na OAP

Participe da oficina de Criação Literária da OAP

Coordenada pelo professor e escritor Ronald Claver, a oficina tem o objetivo de desenvolver a criatividade na escrita. Para facilitar o acesso, são oferecidas duas turmas: uma no Conservatório UFMG, no centro, a partir do dia 5 de fevereiro; e a outra na sede da OAP, na Pampulha, a partir do dia 6. As aulas começam às 14h e terminam às 15h30. A mensalidade para associados da OAP é de R$ 50,00. Não associados pagam R$ 60,00 por mês. Os interessados devem ligar para 3409-4505.